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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Benefícios da natação como uma opção de atividade física para pessoas com deficiência

A prática de natação é tão antiga quanto o homem. Algumas teorias relatam que por extinto de sobrevivência o homem teria aprendido a se sustentar na água ou por tentativa de copiar os gestos dos animais.
Segundo Baurkhardt e Escobar (1985) consideram a natação para deficientes como a habilidade de se manter na água e se locomover pela mesma sem tocar no fundo, podendo ser esta a maneira de nadar, sendo executada sem preencher necessariamente os requisitos dos quatros tipos de nados, mas sim promovendo a completa ambientação do indivíduo no meio aquático.
Hoje em dia, a visão da natação é de uma forma mais ampla, onde a aprendizagem além de ter autonomia no meio líquido, é vista também como uma via alternativa para atingir metas muito maiores, de acordo com objetivos, necessidades, capacidades e limites de cada um. O estímulo à prática da natação deve ser dado como forma de lazer, melhora do condicionamento cardiovascular, elemento facilitador da sociabilização, de modo influir positivamente no equilíbrio emocional do indivíduo.
Pode-se observar, principalmente para o deficiente físico, que os benefícios das atividades aquáticas, como a natação, são diversos pois propiciam um momento de liberdade, isto é, movimentos sem auxílios de muletas, bengalas ou cadeiras de rodas. Através da água, o deficiente pode se conhecer melhor e quebrar barreiras, uma vez que, o meio líquido oferece a possibilidade de experimentar suas potencialidades e de vivenciar suas limitações. Com isso, descobre-se o prazer da água e da atividade física, crescendo a sua auto-estima, aumentando a sua autoconfiança e consequentemente garantindo uma maior independência.
Logo, a natação traz vários benefícios para o deficiente nas perspectivas biológicas, sociológicas e psicológicas. Sendo assim, o Professor de Educação Física deve enxergar o indivíduo com deficiência com um todo, com vontades e anseios, e que muitas vezes um movimento seja qual for pode ser realizado se tiver incentivo de outra pessoa levando assim a busca pela determinação, força de vontade e superação do deficiente.
Portanto, dessa forma além de todos os benefícios acima citados acontece também a inclusão e acessibilidade ao esporte quando bem direcionados e divulgados por projetos do governo de inclusão, por organizações que estimulam o esporte paraolímpico, e por profissionais competentes para despertar o interesse do deficiente pela atividade física que neste caso é a natação.

Referências Bibliográficas:
BAURKHARDT, R.; ESCOBAR, M.O. Natação para Portadores de Deficiências. Rio de Janeiro: Livro Técnico, 1985.
Disponível em: http://www.rc.unesp.br/ib/efisica/sobama/sobamaorg/inicio.htm
Disponível em: http://mergulhoscuba.com.br/noticias-mergulho-752-projeto+praia+para+todos+promove+a+inclusao+de+deficientes+fisicos+no+rio+de+janeiro.htm
Disponível em: http://www.efadaptada.com.br/biblioteca/desporto/desporto2.pdf
Disponível em: http://www.oifuturo.org.br/noticias/noticia.php?id=352

O favorecimento do esporte na inclusão do deficiente



A inclusão e a acessibilidade são assuntos extremamente em evidencia na mídia atualmente. Com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da pessoa com deficiência, diversas instituições e organizações lutam para que as leis que beneficiam os deficientes sejam aprovadas e colocadas em práticas. Observam-se como exemplos de leis em prol de buscar melhorias: a Lei de Cotas e a inclusão do deficiente no ensino regular. Outra forma de incluir o deficiente na sociedade é através do esporte e lazer com a finalidade de diminuir os preconceitos muitas vezes ainda existentes.
Segundo Gorgatti e Costa (2005), olhar para as pessoas com deficiência que apresentam diferentes condições para a prática das atividades físicas e perceber, a não limitação, nem as dificuldades, mas suas capacidades, possibilidades, potencialidades, ou seja, sua essência contribui para um efetivo processo com a finalidade de assegurar os direitos humanos e os sociais e melhorar a qualidade de vida.
Os profissionais de educação física que atuam no universo da Educação Física Adaptada assumem uma função transformadora, sendo atores vivos que constroem, mantêm e alteram os significados sobre o esporte, logo participar de um processo inclusivo é está predisposto a considerar e respeitar as diferenças individuais, isto é, a diversidade.
Em relação à Educação Física Adaptada deve-se manter a integridade das atividades e promover à maximização do potencial individual, lembrando sempre de respeitar os limites físicos e psicológicos de cada pessoa deficiente, criando um ambiente favorável a aprendizagem e encorajando a auto-superação. Então, buscar ser um atleta paraolímpico deve acontecer de forma prazerosa e de modo gradativo e nem todo deficiente obrigatoriamente deve ser um atleta profissional muitos pode visualizar a atividade física como uma proposta apenas de lazer e melhoria de qualidade de vida.
Portanto, a atividade física, em níveis variados, tem ajudado pessoas com deficiência a adquirir não só maior mobilidade, mas também resgatam sua auto-estima, seu equilíbrio emocional. Mesmo deficientes físicos com mobilidade reduzidíssima podem praticar esportes, sob a responsabilidade de Profissionais qualificados e habilitados.

Referências Bibliográficas:
GORGATTI, Márcia G.; COSTA, Roberto F. Atividade Física Adaptada: qualidade de vida para pessoas com necessidades especiais. São Paulo: Manole, 2005.
Disponível em: http://www.confef.org.br/RevistasWeb/n8/06%20-%20deficientes.pdf